Para meu amigo Hudson
Infelizmente, porém como previsto anteriormente, com duas costumeiras baixas, eis que, em mais um dia qualquer (lembrado hoje após uma poética conversa), ocorreu uma incursão ao submundo. Subversão em prosa, pele e suor, diga-se de passagem. Certa vez, ouvi de um baluarte, chamado Mario Basthos, que amigos, ao contrário do que dizem os puritanos e infelizes, podem vir aos montes, cada um com sua particularidade e dom. E o dom de Hudson é a originalidade... Jamais alguém tão poético, eloquente e persuasivo. Lembro, até mesmo com certo horror e ironia, que não caí em sua lábia e mergulhei em um instante extremamente psicodélico e inconsequente, por momentos, inclusive, abrindo mão de minha impulsividade regeneradora. Não sei quem fui naquele instante, mas sempre saberei quem deixei de ser. Assim sendo, além de um texto em homenagem, eis aqui um pedido de desculpas a quem, de fã, passou a ser referência...
Hudson, não lembrarei de tudo o que vos disse, entretanto saiba que és agora um exemplo a ser seguido. Deixo a ti as palavras mais honrosas, elogiosas e verdadeiras possíveis: eu te admiro, respeito e amo, amigo irmão!
Espero que um dia possa apagar a má impressão causada e provar que os africanos mereciam melhor sorte nesta Copa do Mundo, ok?
Abraços!


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