terça-feira, 8 de junho de 2010

Forasteiro Meu

Perdi-me, há algumas noites, em algum ponto entre o tempo e a distância, entre o sonho e o real. E vi, forjado, um labirinto no qual a essência do meu ser pensante não assistia. Sem ter outra arma, apeguei-me ao instinto e o tato passou a ser o maior dos sentidos. O olfato pouco revelava e a acústica presente fazia confusão e criava desespero. A pouca luminosidade em pouco auxiliava-me, tendo a certa altura, pelo contrário, feito-me enganar por sombras e miragens. Recordo-me de, ao menos em cinco oportunidades, meu corajoso e aventureiro pé direito (sempre a primeira parte de meu corpo a cruzar qualquer fronteira nesta vida) não haver encontrado chão que indicasse-lhe a seqüência do caminho.

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2 Comentários:

Às 9 de junho de 2010 às 22:00 , Anonymous Karol disse...

Irresistível !!! Vou ler agora !!!

 
Às 10 de junho de 2010 às 14:49 , Anonymous Moisés Neto disse...

Já vi que gostou e ainda mandou uma 'palhota' de leve... Vc não existe, guria!!!! rs

 

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