terça-feira, 29 de junho de 2010

O (verdadeiro) caminho do bem

Depois de tanto tempo, finalmente me sinto em paz comigo mesmo. Acho que descobri algo importante para a minha evolução... Perdi muito tempo esmurrando a ponta da faca, mas não tem jeito mesmo: é preciso saber lidar com os fatos.

Há anos atrás, conheci uma pessoa incrível, que marcou a minha vida pra sempre. O nome dela, como a maioria já sabe, é Joyce. Ela pode nem mesmo saber que ainda importa tanto assim pra mim, mas é fato. Eu nunca a esqueci e fiz algumas besteiras por não saber como me livrar disso. Mas o maior erro foi pensar ser possível me libertar de algo tão forte quanto isso. Se é amor, não faço idéia. Eu sempre acreditei que amor é somente quando dá certo, mas o que eu não entendia é que deu certo. Mesmo que por pouco tempo, foi a coisa mais real que já tive. Posso afirmar, inclusive, que minha vida havia parado desde o dia 13 de novembro de 2004, quando ela terminou comigo. Tudo o que veio depois teve o seu valor e não desmereço ninguém que cruzou o meu caminho. Conheci pessoas incríveis, reencontrei pessoas especiais, mas fui covarde ao me envolver somente com pessoas de quem eu precisava cuidar... Fiz isso pra não permitir que ninguém chegasse perto do que ela fez por mim. Fui frio, egoísta, manipulador... Usei muitas mulheres, humilhei algumas, mas não via que o humilhado era eu.

Pode parecer bobo, mas no final de semana, após uma incursão a um puteiro, madrugadas assistindo Lost, um conselho para que eu refletisse sobre tudo o que se passa e passou na minha vida, além de me encontrar aos pés do Cristo Redentor, eu compreendi e parei de me culpar e punir. Eu nunca fui um santo, mas também não sou nenhum cavaleiro do mal. Cometi meus erros, mas sei que já ajudei muitas pessoas também. Se sofri ou não, só Deus e eu poderemos julgar, mas sou grato ao que o destino me reservou, pois foi justo, como sempre é a vida, por mais que pensemos o contrário em momentos de dor.

O que tiver de ser, será e aceitar isso é a forma mais inteligente de se viver. Não estou falando para ninguém assumir uma postura passiva e conformista, nada disso. Mas aceitar a consequência de nossas ações é uma forma de não morrermos doentes e raivosos. É preciso aprender a respeitar o jeito dos outros, mas sem permitir que desrespeitem o nosso. É preciso aprender a ler o universo e entender o seu papel em cada situação. Eu, aos poucos, estou descobrindo o meu e entendendo que o meu passado sempre estará comigo, tatuado no peito, mas sem culpa, sem fantasmas, sem neuras. Eu sou o que sou e você, quem é?

Responda esta pergunta com sinceridade e as correntes que te prendem se quebrarão. Aí, será a hora de descobrir o seu caminho e seguir em frente... 

Boa sorte!

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