sábado, 12 de junho de 2010

Dia dos Namorados vs. Copa do Mundo

Nada mais propício, não? rs


O futebol dos namorados

Por ROBERTO VIEIRA

Já não se namora no futebol brasileiro.

Agora é corre-corre, rapidinha e cada qual pro seu lado.

Nada de Pelé pra Coutinho pra Pelé pra Coutinho.

Agora é Elano pra Robiiiiiiiiiiiiinho.

Está certo que sempre houve solitários.

Garrincha dentro de campo era um deles:

Ele e a bola.

Garrincha que fora de campo era um romântico incorrigível.

Já não se namora no futebol.

Aquelas duplas tão famosas quanto o Gordo e o Magro.

Dudu e Ademir da Guia.

Romário e Bebeto.

Oscar e Dario Pereira.

Todos os romances pertencem ao passado.

Como bem falaram Parreira e Kaká:

“É proibido sonhar!”

Resta ao apaixonado pela bola.

Aquele sujeito que ainda manda flores.

O deboche final dos pragmáticos.

Como se a bola fosse apenas mais uma mulher.

E não ‘aquela mulher’.

Pode até ser que uma música de Sinatra não signifique mais nada.

Pode até ser que dançar de rosto colado esteja fora de moda.

Como o drible, a finta, a rapsódia Rodrigueana, o beijo roubado.

Mas quem ama o futebol sabe.

O futebol só é infinito enquanto apaixonado…

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