segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Minhas meninas...

Deus, por onde andarão as minhas meninas?
Onde estarão aquelas meninas?
As musas das rimas...
As damas de esquinas...
Que eu nunca mais cruzei
 
Topei num sonho com a saudade
Tamanha maldade
Beber da ilusão
 
Tive um surto de realidade
Não curto a verdade
Se for solidão
 
Deus, como estarão as minhas pequenas?
O que terá sido daquelas pequenas?
De plumas e penas...
Sem cortes nas cenas...
Que eu nunca mais filmei
 
Escadas, vielas, rabiscos nas telas,
Poemas e velas
Pra amores sem fim
 
Sorrisos, cochichos, além da ternura
As duas por cura
Desse mal sem fim
 
Oh, Deus,
Seriam ainda as minhas princesas?
Teriam ainda as suas belezas?
No rosto perfeito...
No brilho do jeito...
Que eu nunca reencontrei

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