domingo, 25 de julho de 2010

Contexto

São quase quatro horas de um novo dia
E o despertar já ocorreu há muito tempo...
Mas despertar pra quê?
Despertar pra quem?
Despertar por quê?

Reluto em afirmar que foi em vão meu sacrifício,
Em admitir que os desertores foram sábios,
Em assumir minha parcela de burrice,
Que a estupidez foi a senhora destes anos febris

Coroa de espinho,
Cruz de chumbo
Alguém se feriu recentemente...

E o alvorecer agora é inevitável
Mas a rotina trouxe insegurança e medo...
Estáticos os cegos do palácio
À espera de um milagre que os 'salve'

Mas salvação de quê?
Salvação de quem?
Salvação quem sabe de nós mesmos...

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