segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Um eterno apaixonado...

* Achei este texto em meu outro blog (Anarquismo Literário) e nem sequer lembrava dele, embora ao ler tenha ficado muito orgulhoso de tê-lo escrito... Segue:

Eu sou aquele que, com o passar do tempo, ainda não te esqueceu; aquele que, após anos de lágrimas, risos, amores e raras conversas, ainda pensa em você e acorda suando frio pelas madrugadas... às vezes, muitas vezes em braços que não os seus; sou aquele que ainda te ama, te segue e te vigia; "teu guardião sem propina" como diria Zeca Pagodinho; aquele que sabe o que Cazuza quis dizer em "Todo o amor que houver nessa vida"; aquele que canta "Se fiquei esperando o meu amor passar" invejando a criatividade de Renato Russo; aquele que ouviu Elis Regina cantar "Atrás da Porta" só pra entender o porquê de você gostar tanto; aquele que não cansa de dizer que vai fazer alguma coisa mesmo que nunca faça nada pra mudar a "nossa" situação. Eu sou aquele que espera o seu telefonema mas não rejeita os telefonemas que recebe; sou aquele que continua se apaixonando três vezes por semana tendo amado somente uma vez na vida; aquele menino-louco que você transformou em homem de verdade mas que continua com seu choro infantil e mimado quando ouve a sua voz; que chantagista sou eu, hein? Aprendi com você a ser egoísta mas sem aparentar sê-lo; a tentar sempre o possível porque ninguém é tão bom a ponto de merecer o impossível mesmo que por você... eu fizesse; a usar o coração quando a cabeça me faz ser frio e usar a cabeça quando o coração me faz ser cego; aquele que até concorda com você sobre não darmos certo mas que não se culpa por imaginar como teria sido... Enfim, sou aquele que morreu pra poder renascer e provar que um amor resiste até ao tempo. Eu sou aquele mesmo cara de alguns anos atrás e temo sempre sê-lo, mas sem vergonha de admití-lo, ok?

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