sábado, 28 de agosto de 2010

Carta-denúncia

No dia 03 de janeiro de 2010, por volta das 15hs, ao me arrumar para ir ao churrasco de aniversário de meu amigo Fepo, a senhora Noélia tocou a campainha de minha casa e, ao reclamar do não conserto de nossa calha (o que já havia sido prometido ser feito após o dia 10), proferiu palavras como 'paraíba filha-da-puta' direcionadas à minha mãe, que é hipertensa e ficou sem ação. Confesso que, em um ato impensado, porém não violento, me direcionei ao portão, o qual fechei na cara da agressora e disse: 'Sai do meu portão, porra!'. Dito isto, a filha de Noélia chutou meu portão, nos xingou de filhos da puta e o neto desta senhora pegou um pedaço de cano ou bambu e o brandiu em tom patético, crendo ser ameaçador. Meu pai, sereno e tranquilo, pediu licença e levou minha mãe e eu para dentro. Ao entrar em casa, liguei para a polícia e fui informado de que a filha de Noélia, chamada Viviane, procedia da mesma forma. Fiquei tranquilo por estar na minha razão até que no dia 24 de agosto de 2010 fui notificado por uma juíza, que sequer me ouviu, que eu deveria prestar 72 horas de serviços comunitários no Hospital Salgado Filho, fazer 02 doações de sangue até o fim do ano e 'doar' o equivalente a R$1.000,00 em quimonos à Escola Municipal República do Peru. Sendo que todas as ações deveriam ser iniciadas até o dia 30 de agosto de 2010. Como não é a primeira vez em que me sinto prejudicado por esta justiça omissa e leviana, ao ser questionado sobre o motivo de não recorrer da sentença, classificada como 'acordo de paz', apenas respondo: 'Nem divina, nem humana; nada espero de justo!'. Acho que viverei melhor assim, não me expressando, não defendendo o que considero certo, me anulando e morrendo por dentro. Não vou recorrer, lutar por nada, pois não acredito em nada de bom já faz um tempo.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Fantasmas...

Na quarta-feira, eu vi um fantasma. A pele ainda clara, o mesmo sorriso cativante e indecente, mas o corpo, os cabelos... Não, apesar de algumas diferenças, era ela sim. Eu sei... Algo detonou em mim aquele velho ódio, aquela raiva. Ou seria a paixão? Não sei mensurar, portanto vou levando. Só sei que não me curei de algumas coisas, embora tenha me refeito de outras. Ficamos em pé, lado a lado no 917. Ela desceu dois pontos antes de mim, mas não pude deixar de notar: que coxas, que bunda, que peitos lindos. Será que sempre foram assim e eu, garoto novo que era, esperei demais do restante: coração, cabeça, comportamento, postura. Nada disso! Acho que ela não os possuía, sinceramente. Mas não era culpa só dela. Pelo contrário, fico puto de não ter conseguido falar nada enquanto fingíamos não nos conhecer. Eu deveria ter agradecido por tudo o que ela me fez, pelo Moisés que ela criou. Mas já foi... Quem sabe em uma outra oportunidade, né?
No dia seguinte, maluco que sou, na volta do estágio, vaguei por um bairro que é quase o que eu peço de Deus... Na quarta-feira, vi um fantasma. Quem sabe não via outro?
Deus que me proteja...

domingo, 15 de agosto de 2010

Ih...

 Domingo, quatro horas da madrugada e eu aqui... De certa forma, nem posso reclamar pois eu já sabia o efeito que isso tudo causaria. Acabo de assistir a um filme chamado 'Escrito nas estrelas' (Serendipity), um dos meus prediletos, apesar de ser uma típica comédia romântica, com suas mensagens de paixões eternas e incorrigíveis. John Cusack (20120 e Kate Beckinsale (Click) interpretam o casal protagonista em sua jornada através do tempo e, apesar de, como já imaginado, terem um happy end, a graça é descobrir como. E é este o barato do filme. A vida também é assim, não é? Todos sabemos que morreremos um dia, mas e o depois? E o além? Quem nunca se deparou com algo pelo qual se lamenta até hoje não ter tido força, condição ou coragem de falar o que pensa e mantê-lo por perto? Sei bem como é isso... O filme não me fez mal, muito pelo contráro, mas me ajudou a enxergar as coisas de outra forma, mais branda, calma e menos turva. Quem sabe um dia eu encontre, né? rs

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Bem ou Mal

Interessante como quase nada faz sentido...

Algum tempo atrás e a gente nem sequer se importaria.
Mas não é que as coisas mudam mesmo?
Eis que o tempo amadurece algumas mentes e adormece alguns impulsos.
O que fazer, então?
Pra onde ir agora que a raiva já não prevalece?
Particularmente, nem sei...
Espero que você, sempre à frente, como foi, consiga descobrir.
Passaram-se alguns outonos desde a nossa despedida.
Não houve festa, pompa e nem banda num desfile.
Foi triste lamentar a tua ausência, mais do que por ti somente,
Mas também pela certeza desse eterno ver-me só.
Era frio, arrogante e com um quê de prepotente, mas aprendi.
E foi contigo, sabe?
Aprendi a sorrir, a amar, a mentir pra proteger outro alguém além de mim.
Depois, quem diria, a sofrer com a solidão.
Hoje, a saudade é minha amiga..., meu refúgio, minha musa inspiradora.
Nunca mais corri tais riscos.
Talvez por nunca mais ser quem eu era,
Ou melhor...
Quem eu fui, mas fui somente ao teu lado.
Hoje, justamente hoje, sonhei com tua imagem,
Com tua pele morena,
Com teu jeito de menina,
Com teu corpo de mulher...
Ah, que corpo...
Ah, que copo!
Que copo fundo e infinito no qual me embriaga esta paixão...
Não meço o que me fez:
Se foi um bem ou causou males
Pois visto que, apesar de me livrar de todo o ódio,
Tornou alguém escravo de um amor

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Outros tempos...

Não sou exatamente o que pode se chamar de fã do Kid Abelha mas ontem, ao ir pra faculdade, pus o fone de ouvido e comecei a gastar o pouco que restava da bateria do celular. Bastou ouvir a Paula Toller cantar 'hum, eu quero você... como eu quero' pra me lembrar de você. Na hora, fiquei imaginando se você lembraria bem do dia em que, ao sairmos da aula e nos prepararmos pra ir pra casa, alguém cantava no restaurante ao lado do Bob's do Madureira Shopping... Você acompanhou e simulou cantar pra mim 'Eu preciso dizer que te amo' e efetivamente cantou, ordenou e implorou: 'Diz pra eu ficar muda, faz cara de mistério, tira essa bermuda, que eu quero você sério...' Pegamos um dos últimos trens com destino ao infinito e, de certa forma, aquela noite jamais terminou.
Sua pele morena, seu beijo, seu gosto, nós dois... Outros tempos, né?
Pois bem...
Mas não é que, por volta de 20:15, me avisam de alguém me chamando na porta da sala. Nem sei explicar o que senti quando te vi ali. Tanta coisa passou pela minha cabeça naquela hora que eu só consegui arrumar minhas coisas e sair logo pra falar contigo, saber como anda tudo e aquele blablabla típico dos reencontros. Você sempre falante e eu te olhando, pouco ouvindo. Muita coisa mudou durante o tempo em que ficamos sem nos ver, mas não me envergonho de ainda perguntar como teria sido, sabe?
De toda forma, foi bom te ver, te tocar... Foi bom lembrar que essa música um dia teve um outro sentido pra mim; pra nós.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

...

Às vezes é preciso termos humildade o suficiente para admitirmos que não somos os melhores em tudo.
Nem sempre colheremos os louros.
Nem sempre seremos reconhecidos por atitudes que julgamos brilhantes e impactantes, mas que outros sequer notaram.
Não podemos ser prepotentes e egocêntricos ao ponto de considerar que o universo conspira contra ou a nosso favor.
Não somos magnânimos.
Somos todos humanos e marionetes, no bom sentido, de um bem maior.
Uma força superior.
A cada passo, construo um novo caminho de aprendizado e luta...